Quem nunca se lembrou de algo da passado que parecia melhor? Algo simples, um doce, um filme, um brinquedo, um lugar? Como era possível ser tão diferente das coisas de hoje, algo ímpar, intocado pelo tempo, quase dá para ver uma luz dourada emoldurando os momentos.
Talvez realmente fosse assim, mas muitas vezes é a nossa memória emocional que enfeita tudo, provavelmente o doce que só existia na sua infância não é nada bom se comparado aos de hoje, as fórmulas evoluíram, os métodos de fabricação se aperfeiçoaram, os ingredientes foram purificados. E aí vejo que a memória racional é importante, mas o que habita os sonhos, os anseios e o coração são os momentos que marcaram pela emoção, nessas horas o cenário e os coadjuvantes marcam mais que o protagonista da cena.
Já pensou em fazer algo assim às vezes? Não é muito recomendado, mas pare um dia para olhar só ao seu redor e perca os detalhes, sim, perca o foco um pouquinho e perceba o mundo que existe na sua visão periférica, tenho certeza que vai reparar muitas coisas novas, muitas pessoas diferentes, cores que antes não eram percebidas e sons que antes pareciam inaudíveis.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Nah...
A vida tem seus ciclos, como os dias marcados pela visita do sol. Sempre ansiamos em buscar, em plantar, em colher, em fazer, em lutar ou fugir, ansiamos por perguntas a serem feitas, buscamos por respostas, às vezes temos medo das respostas, perguntamos e fugimos para não saber, mas procuramos tudo no hoje, o sol está se pondo mas não importa, ainda dá tempo, ainda podemos conseguir. É como buscamos em muitas áreas da vida, queremos tudo, sonhamos e buscamos.
Conquistas ao por-do-sol são cinematográficas, existem filmes aos montes onde o final sempre temos o herói, o casal ou quem sejam andando no horizonte dourado do final do dia. Vitória no último raio de sol, no resto da luz, antes da noite prevalecer.
Penso que sem considerarmos isso nos fixamos nesse lifestyle de fazer tudo antes do sol se por em nossas vidas, é um costume nosso achar que temos o controle, que se corrermos dá tempo que temos que fazer acontecer.
Talvez não seja assim, a vida tem seus dias que começam e terminam, existem preocupações que podem ficar para o amanhã. Existem ciclos da vida que precisam de mais atenção em uma área que não pode dar mais espaço para outra que exigiria mais. É a história do cachorro e os dois ossos, aplicado ao estilo de vida. Existe tempo para todas as coisas sim, mas não todas as coisas ao mesmo tempo. Não perca seus sonhos, guarde-os para os momentos certos.
Conquistas ao por-do-sol são cinematográficas, existem filmes aos montes onde o final sempre temos o herói, o casal ou quem sejam andando no horizonte dourado do final do dia. Vitória no último raio de sol, no resto da luz, antes da noite prevalecer.
Penso que sem considerarmos isso nos fixamos nesse lifestyle de fazer tudo antes do sol se por em nossas vidas, é um costume nosso achar que temos o controle, que se corrermos dá tempo que temos que fazer acontecer.
Talvez não seja assim, a vida tem seus dias que começam e terminam, existem preocupações que podem ficar para o amanhã. Existem ciclos da vida que precisam de mais atenção em uma área que não pode dar mais espaço para outra que exigiria mais. É a história do cachorro e os dois ossos, aplicado ao estilo de vida. Existe tempo para todas as coisas sim, mas não todas as coisas ao mesmo tempo. Não perca seus sonhos, guarde-os para os momentos certos.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Que diferença faz?
Como um filme pode
inspirar tanto?
Eu ando numa crise criativa das bravas, sem idéia nenhuma para escrever, poço seco e sem previsão de chuva. Mas quando eu assisti Marley & Eu eu sentei aqui na frente da tela e desandei a escrever sobre o dia dos namorados ainda com lágrimas nos olhos por causa do film. E hoje, após assistir Juno, filme ótimo por sinal, eu estou pilhado para escrever novamente.
Não faz muito sentido, da outra vez eu assisti um filme sobre cachorros e escrevi sobre romance e agora eu assisto um filme sobre relacionamento e vou escrever de outra coisa, não, nada sobre cachorros.
ps.: Não sei quem você é e talvez ainda não tenha te encontrado, mas fica aqui uma nota para ser lida no futuro, eu quero ver esses dois filmes com você.
Na semana passada aprendi uma grande lição que eu já deveria ter aprendido mas enfim...
Vamos aos fatos:
Recebi a tarefa de criar uma capa de cd para um pastor que eu nunca tinha ouvido falar. Tinha uma descrição de como ele queria mais ou menos e com a opção de usar a foto dele, infelizmente não foi possível porque não tinha resolução suficiente. Essa parte é meio chata pra quem não trabalha com isso então eu vou resumir ao máximo.
Pronto, fiz a capa, mandei para ele aprovar, ou não...
Recebi a resposta, ele disse que ficou emocionado, que achou que ficou uma arte linda. (Som de freada) Peraí... "emocionado"?? Pensei eu. Como assim emocionado? Eu não fiz nada demais. Claro, não fiz nada feio, pois sempre me nego a fazer algo que eu ache feio, mas eu sei quando eu faço algo realmente surpreendente, pois geralmente eu também me surpreendo com o resultado final, eu sempre acho que não fui eu quem fiz nessas situações. Mas aquele não era o caso. Eu fiz algo normal.
Passaram-se uns dois dias, este mesmo pastor, que agora sim eu sabia quem era, Pastor Moisés de Barros Farias, foi na igreja que eu congrego para pregar lá. Ele me cumprimentou, e sabia quem eu era, ele não sabia que era eu quem ia tocar guitarra a cantar naquele culto, mas ele sabia que eu era a pessoa que havia feito a arte para a capa do cd dele. Ele me abraçou emocionado e agradeceu muito, muito mesmo. Vi que ele realmente estava emocionado. Me explicou que aquele era o primeiro cd dele, que as vendas ajudariam muitas crianças carentes e que ele nunca tinha visto nenhuma arte tão linda na vida dele.
Obviamente, eu lembrei que achei graça anteriormente e tive vontade de me dar um soco na cara.
Foi aí que tive uma grande lição. Podemos fazer coisas normais que estão ao nosso alcançe que podem significar muito mais para outras pessoas. O simples, o pouco e o normal são coisas relativas. Aprendi que nunca devo pensar que fiz pouco, posso pensar que poderia ter feito mais, mas nunca que fiz pouco, pois aquele pouco pode ser muito na vida de outro. :)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Dia dos namorados
O dia dos namorados passou e foi aquele hype todo de sempre, lojas loucas para vender, anúncios de casais com sorrisos de apaixonados em cenas com fotografia de comercial de margarina, a pressão toda da mídia em cima do tema, dicas de como arrumar uma companhia de última hora para perder no instante seguinte e todo o auê que vemos todos os anos.
Não pense que eu sou insensível e odeio o amor, se quiser confere tudo o que eu já escrevi sobre amor aqui no blog, eu não sou contra o romantismo, de forma alguma, às vezes eu até me acho meio anacrônico em relação à isso, compro flores, ursinhos, chocolates e sempre me esforço para sair do lugar-comum do romantismo e surpreender.
Mas então por que critiquei a mesmice do dia dos namorados? Simples. É porque é somente um dia. Não espere um único dia do ano para presentear quem você ama com flores, não espere um único dia do ano para assistir um filme romântico, o amor se renova a cada dia, é como o oxigênio para os pulmões, não dá para manter a chama do amor viva respirando um dia no ano. Quer surpreender? Quer fazer algo para que um momento seja lembrado para sempre? Escolha outra data, escolha todos os outros dias do ano. Pode ser romântico também no dia dos namorados? Claro que pode! Mas não faça uma data comercial representar mais do que todo o tempo restante em que você pode fazer melhor.
Assim como a natureza, o romantismo está morrendo a cada dia. Salvem as baleias mas salvem também as floriculturas.
Não pense que eu sou insensível e odeio o amor, se quiser confere tudo o que eu já escrevi sobre amor aqui no blog, eu não sou contra o romantismo, de forma alguma, às vezes eu até me acho meio anacrônico em relação à isso, compro flores, ursinhos, chocolates e sempre me esforço para sair do lugar-comum do romantismo e surpreender.
Mas então por que critiquei a mesmice do dia dos namorados? Simples. É porque é somente um dia. Não espere um único dia do ano para presentear quem você ama com flores, não espere um único dia do ano para assistir um filme romântico, o amor se renova a cada dia, é como o oxigênio para os pulmões, não dá para manter a chama do amor viva respirando um dia no ano. Quer surpreender? Quer fazer algo para que um momento seja lembrado para sempre? Escolha outra data, escolha todos os outros dias do ano. Pode ser romântico também no dia dos namorados? Claro que pode! Mas não faça uma data comercial representar mais do que todo o tempo restante em que você pode fazer melhor.
Assim como a natureza, o romantismo está morrendo a cada dia. Salvem as baleias mas salvem também as floriculturas.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Se
Se fossem somente palavras sumiriam com o vento, ecoariam ao longo da costa e seriam inaudíveis por causa do choque das ondas do mar. Estariam apagadas como a nuvem que choveu, talvez fossem maltratadas como uma flor que foi pisada em sua culpa porque ali nasceu.
Se fossem somente sonhos esquecidos no amanhecer, alérgicos à luz do sol, encravados onde a memória não alcança, além de qualquer lembrança na inútil perseverança.
Se fossem somente ilusão não haveriam de me ferir, como o vento em alto mar sem nenhum barco para assoprar, como o cego no deserto sem saber para onde ir. Mesmo sem enxergar e sem saber do amanhã continua a andar na mesma direção.
Se fossem somente sonhos esquecidos no amanhecer, alérgicos à luz do sol, encravados onde a memória não alcança, além de qualquer lembrança na inútil perseverança.
Se fossem somente ilusão não haveriam de me ferir, como o vento em alto mar sem nenhum barco para assoprar, como o cego no deserto sem saber para onde ir. Mesmo sem enxergar e sem saber do amanhã continua a andar na mesma direção.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Continuando...
Vou aproveitar uma pausa entre renderizações para continuar o tema proposto pela Danusa e pelo Vini, relacionamentos.
Muitas vezes eu vejo que a gente quer escolher tanto, que cria critérios muitas vezes impossíveis, uma amiga me falou um dia desses que desistiu de um cara ao ver como ele come batata-frita (!?), sinceramente eu acho que quando os critérios são absurdos, na verdade a pessoa quer mesmo é ficar sozinha, e joga a culpa na outra pessoa só para parecer que continua buscando alguém.
Mas aí nos perguntamos: Por que alguém quer ficar sozinho?
Não quero ser polêmico, mas ser solteiro (pela perspectiva cristã) também é legal. É um tempo para se consertar, se autoconhecer, de ver a falta que uma pessoa amada pode fazer, de arriscar e descobrir filmes que serão legais de rever ao lado de alguém especial, descobrir restaurantes e lanchonetes ideais para o primeiro encontro perfeito.
Só tem um problemão, muitos ocupam o tempo de solteirice para se dedicar mais à obra de Deus. Isso é uma coisa legal de se fazer? Claro que é, mas já pensou no depois? Quando você encontrar a sua benção como que vai fazer para dedicar tempo ao namoro se ocupou cada linha da agenda com a igreja? Vai passar a se dedicar menos?
Então, coisas para se pensar, né? Então muito cuidado ao aceitar mais e mais tarefas, lembre-se que ninguém te obriga a nada, mas a partir do momento em que você aceita fazer algo para Deus não tem como largar da noite pro dia. Não pense que estou te dizendo para não se dedicar à nada ou ficar medindo que faz para Deus, mas tenha (ou peça) sabedoria ao aceitar mais uma tarefa, lembre-se que é vontade de Deus que você encontre a tampa da sua panela e você vai precisar de tempo, para se dedicar à essa pessoa. Não precisa ser muito nem pouco, a medida certa não sou eu quem pode te dizer, só tome cuidado, não queira viver toda a vida ao lado da pessoa em apenas 15 dias, melhor é poder viver algumas horas por dia por mais de 60 anos.
Muitas vezes eu vejo que a gente quer escolher tanto, que cria critérios muitas vezes impossíveis, uma amiga me falou um dia desses que desistiu de um cara ao ver como ele come batata-frita (!?), sinceramente eu acho que quando os critérios são absurdos, na verdade a pessoa quer mesmo é ficar sozinha, e joga a culpa na outra pessoa só para parecer que continua buscando alguém.
Mas aí nos perguntamos: Por que alguém quer ficar sozinho?
Não quero ser polêmico, mas ser solteiro (pela perspectiva cristã) também é legal. É um tempo para se consertar, se autoconhecer, de ver a falta que uma pessoa amada pode fazer, de arriscar e descobrir filmes que serão legais de rever ao lado de alguém especial, descobrir restaurantes e lanchonetes ideais para o primeiro encontro perfeito.
Só tem um problemão, muitos ocupam o tempo de solteirice para se dedicar mais à obra de Deus. Isso é uma coisa legal de se fazer? Claro que é, mas já pensou no depois? Quando você encontrar a sua benção como que vai fazer para dedicar tempo ao namoro se ocupou cada linha da agenda com a igreja? Vai passar a se dedicar menos?
Então, coisas para se pensar, né? Então muito cuidado ao aceitar mais e mais tarefas, lembre-se que ninguém te obriga a nada, mas a partir do momento em que você aceita fazer algo para Deus não tem como largar da noite pro dia. Não pense que estou te dizendo para não se dedicar à nada ou ficar medindo que faz para Deus, mas tenha (ou peça) sabedoria ao aceitar mais uma tarefa, lembre-se que é vontade de Deus que você encontre a tampa da sua panela e você vai precisar de tempo, para se dedicar à essa pessoa. Não precisa ser muito nem pouco, a medida certa não sou eu quem pode te dizer, só tome cuidado, não queira viver toda a vida ao lado da pessoa em apenas 15 dias, melhor é poder viver algumas horas por dia por mais de 60 anos.
terça-feira, 3 de março de 2009
Não sei se era bem isso mas...
Me "proporam" um desafio. Me pediram para escrever sobre relacionamento. A primeira coisa que pensei foi "Mas justo eu? Eu não sou nenhum perito em relacionamentos", acontece que existe uma grande possibilidade de ninguém realmente ser perito em relacionamentos simplesmente pelo fato que não existe regra que seja aplicável à todos os casais, sempre é diferente, sempre é uma combinação única como átomos se chocando em suas diferenças e gerando energia explosiva ou se mesclando para se tornar uma só molécula estável. Portanto, talvez as pessoas possam ter experiências boas que podem ser compartilhadas quando as situações são parecidas.
Uma vez eu ouvi uma frase que me marcou, que a situação só é clichê quando não tá acontecendo com a gente. Existem várias situações que gente vê e revê em filmes, seriados, livros e quadrinhos onde acontece alguma coisa para surgir ou atrapalhar um relacionamento que depois será de alguma forma restaurado (sim basicamente são só essas duas situações em um relacionamento amoroso na ficcção, pode conferir). Acontece que por mais "basicão" que isso seja, quando é com a gente a coisa fica estreita.
Então eu vejo que a gente pode até falar alguma coisa legal sobre relacionamento, mas o que a gente fala é sobre a experiência que viveu, e o legal é justamente que não tem nada de previsível, é como uma vez eu escrevi aqui no blog, somos como gotas de água atingindo o vidro de uma janela em um dia chuvoso, as gotas são arremessadas pelo vento e se juntam com outras escorrendo pelo vidro.
Update: Esse tema foi proposto pelo Vini e pela Danusa, que estão escrevendo sobre relacionamento e me convidaram a participar da iniciativa.
Uma vez eu ouvi uma frase que me marcou, que a situação só é clichê quando não tá acontecendo com a gente. Existem várias situações que gente vê e revê em filmes, seriados, livros e quadrinhos onde acontece alguma coisa para surgir ou atrapalhar um relacionamento que depois será de alguma forma restaurado (sim basicamente são só essas duas situações em um relacionamento amoroso na ficcção, pode conferir). Acontece que por mais "basicão" que isso seja, quando é com a gente a coisa fica estreita.
Então eu vejo que a gente pode até falar alguma coisa legal sobre relacionamento, mas o que a gente fala é sobre a experiência que viveu, e o legal é justamente que não tem nada de previsível, é como uma vez eu escrevi aqui no blog, somos como gotas de água atingindo o vidro de uma janela em um dia chuvoso, as gotas são arremessadas pelo vento e se juntam com outras escorrendo pelo vidro.
Update: Esse tema foi proposto pelo Vini e pela Danusa, que estão escrevendo sobre relacionamento e me convidaram a participar da iniciativa.
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